quarta-feira, 14 de abril de 2010

parte 2

O homem escuta o som do vento soprando por alguns instantes, ele se pergunta onde esta Deus? E lagrimas caem de seu rosto por se sentir um covarde, nada pra um homem do oeste e mais humilhante que pensar em fugir e só ele sabe quanto sofreu para conseguir aquelas terras que era fruto de duas gerações. E o som de dentro da casa volta aos seus ouvidos ele olha para o lado vê sua mulher gritar: vamos homem não vale à pena morrer dessa forma podemos começar uma nova vida em algum lugar. Ele para e pensa “devo ser honesto... comigo mesmo”, não deixarei que levem meus sonhos se levarem meus sonhos não terei vida e ele acende seu segundo cigarro e cria coragem desce as escadas acompanhando sua família abre a porta para sua mulher ajeita os cavalos, olha para o céu diz coisas que só ele entende, não faz promessas, as crianças choram mas isso não o abala mais ele sente raiva muita raiva de sua incapacidade suas mãos tremem muito nesse momento.

Ele desperta daquele momento, faz os cavalos fugirem com sua família em meio à planície segura sua arma como se fosse a mão de Deus sua única segurança de poder ver sua família, ele senta em uma cadeira na varanda da sua casa de onde se pode ver o gado o seleiro uma ótima vista pra quem tem suas horas contadas, quando escuta sons de tiros e gritos ele treme e sua mão começa a molhar de suor ele sente uma vontade animal de fugir, Um grito sai de sua mente para sua boca CHEGAAAAAAAAAA... os homens param de gritar e dar tiros para o alto, agora ele vê quem são seus inimigos são seis urubus de porteira, os homens se aproximam, mas ainda não da para ver aquelas caras de demônio que estavam ali para indicar o seu fim – um dos homens grita: Quem esta ai eu não avisei que viria e que essas terras são minhas ?

-ele responde: Avisou sim mas pensei que um homem com alguns pedaços de chumbo não precise de terras já que tem chumbo pelo corpo.

O homem escuma pela boca de raiva e grita: seu Filho de uma vaca magra seus segundos estão contados vou te matar e colocar seus pedaços para os coiotes.

Ele grita: Acredito que os coiotes precisam de mais alimentos quem sabe 6 corpos em pedaços possam alimentar eles meio ainda ?

O homem fica com muita raiva e começa a atirar... Bang, bang, bang e o chumbo perfura suas vidraças e destroem alguns pequenas coisa que estavam em cima da lareira.

Ele grita, vibra com quilo, sensação de esta quase morta lhe da vontade de viver sua tremedeira passa, ele olha pela janela quebrada o homem recarrega sua arma em quanto os outros homem estão rindo e municiando suas armas.

Um dos homens grita: Oia acabei de ver um gabiru bizoiando pela toca vou dar uma dose de chumbo do cão nesse raaato!

Ele logo responde: Eu adoro colocar fogo no rabo de alguns urubus de porteira assim eles ficam sabendo que seu lugar e voando.

Aumenta o volume de tiros na direção da casa Bang, bang, bang, bang, bang, bang... ele se encolhe parecendo um cachorro com frio e sente o cramunhão queimar em seu peito pela segunda vez um ódio sem limites queima dentro de seu peito.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Cara está mandando muito bem.
    Me senti como se estivesse assistindo um filme do velho Oeste como os que eu assistia com meu avô...
    Pode ter certeza que serei o leitor nº 1.

    ResponderExcluir